A chegada do fim de ano e a proximidade de datas como Black Friday, Natal e Ano-Novo formam um cenário positivo para a geração de empregos temporários. A projeção da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) é de que 530 mil novos postos de trabalho sejam gerados neste último trimestre de 2026, alta de 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Para os meses de outubro, novembro e dezembro, a expectativa da Asserttem é de que a Indústria concentre 45% das contratações temporárias, seguida por Serviços (35%) e Comércio (20%).
De acordo com Alexandre Leite Lopes, presidente da Asserttem, na Indústria devem se destacar segmentos como eletroeletrônicos, brinquedos, linha branca, vestuário, calçados e alimentos ligados às festas de fim de ano. No Comércio, o movimento ganha força com a Black Friday e o Natal. Em Serviços, a logística deve abranger parte importante da demanda, impulsionada pelo comércio eletrônico e pela distribuição dos produtos vendidos on-line.
Entre as funções mais comuns estão auxiliar de logística, separador de pedidos, conferente, auxiliar de expedição e auxiliar de produção. Já no Comércio, aparecem oportunidades para vendedores, operadores de caixa, repositores, estoquistas e profissionais de atendimento.
Empregabilidade e efetivação
Os contratos temporários também representam uma oportunidade de retorno ao mercado formal, uma vez que a contratação é vinculada à necessidade transitória da empresa utilizadora, com direitos assegurados como FGTS, 13º salário proporcional, férias proporcionais e recolhimento previdenciário. “Ele cria uma opção concreta de voltar ao mercado, gerar renda e demonstrar competências em uma situação real de trabalho. A efetivação não é a finalidade do regime, mas a prática mostra que ela pode ocorrer. Atualmente, a taxa média de efetivação é de 20%”, acrescenta Lopes.
Para Victor Bastos, CEO da GNX Group, quem quer transformar uma vaga temporária em efetiva deve seguir algumas recomendações: cumprir os horários, aprender a função e trabalhar bem com a equipe. “Parece básico, mas é nessa rotina que o profissional constrói a confiança de quem acompanha o seu dia a dia”, diz.
Também vale ao candidato questionar ao gestor o que pode ser melhorado e deixar claro que tem interesse em continuar na empresa, pois isso demonstra vontade de aprender e pode levar à evolução profissional durante o período. Entretanto, Bastos adverte. “Como a efetivação não é uma garantia, nem sempre o fim do contrato significa que o profissional teve um desempenho ruim. “Por isso, nossa recomendação é aproveitar esse período para aprender, mostrar um bom trabalho e construir boas relações profissionais”.





