Coronavírus deve gerar ainda mais desemprego

Marcel Solimeo: economia já sente os efeitos do coronavírus

O coronavírus tem impactado toda a economia mundial e, consequentemente, o Brasil. E o que isto tem a ver com os trabalhadores? Segundo o economista da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo, já há empresas com produção paralisada por falta de peças e componentes e setores, como o Turismo, já sentem os efeitos deste cenário negativo. 

A conta é simples. Quando o clima é de incerteza, os investidores fogem. Se não tiver investimento não há geração de empregos e, o pior, pode haver um aumento ainda maior da taxa de desemprego, já bastante elevada no Brasil. “O Brasil, em um primeiro momento, tem sido afetado pela queda nas exportações, já que 30% de nossos produtos são comprados pelos chineses, e também pela queda no comércio mundial”, adianta Solimeo. 

Diante deste quadro desfavorável, chama atenção o fato do governo federal ainda não ter tomado medidas preventivas para minimizar os efeitos do coronavírus. Os Estados Unidos, por exemplo, baixaram a taxa de juros, a China buscou acelerar a retomada das atividades comerciais, estimular contratações on-line e fornecer apoio financeiro para as pequenas empresas, grande geradora de oportunidades de trabalho. E o G7 (grupo que reúne os sete principais países do mundo) assumiu o compromisso de usar todas as ferramentas de política apropriadas para garantir crescimento forte e sustentável de suas economias. E o Brasil? Continua tratando o tema apenas como saúde pública e pedindo para todos lavar as mãos. É preciso mais, muito mais. 

 

 

Texto: Marcel Solimeo


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