Brasil criou mais de 500 mil vagas formais em 2018

Kazuhiro Kurita

, Empregos

Este foi o primeiro saldo positivo de empregos com carteira assinada desde 2014, quando foram abertas 420,6 mil novas vagas, informam Mário Magalhães e Bruno Dalcomo.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que foram criados 529,5 mil empregos formais no ano passado, segundo informou a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho no dia 23 de janeiro. Esse saldo é a diferença entre contratações e demissões realizadas no ano passado. Em dezembro, porém, houve fechamento de 334.462 vagas porque é um mês que tradicionalmente há demissões de trabalhadores.

O setor que mais gerou saldo positivo foi o de Serviços, seguido pelo Comércio. São Paulo foi o estado com maior número de novas vagas, seguido de Minas Gerais e Santa Catarina.

Na modalidade de trabalho intermitente, o saldo positivo de geração de empregos superou 50 mil, a maioria no setor de serviços, enquanto o trabalho parcial teve um saldo de 21,3 mil contratos. No total das duas modalidades, cerca de três mil trabalhadores tinham mais de um contrato de trabalho.

Segundo Mário Magalhães, diretor de Emprego e Renda do Ministério da Economia, os trabalhos intermitente e parcial foram responsáveis por 9,7% do saldo total de empregos formais em 2018. Ele lembrou que, em dezembro, a indústria costuma demitir depois de atender a demanda de final de ano do comércio com a contratação de trabalhadores temporários. Além disso, neste período de chuvas, a construção civil costuma suspender atividades nas obras.

Para o secretário do Trabalho, Bruno Dalcolmo, o crescimento real do salário de admissão ainda é bastante pequeno. Segundo ele, o aumento da remuneração em período de retomada da economia é gradual. “Os salários tendem a demorar um pouco para subir”, disse, comentando os índices de dezembro, quando o salário médio de admissão girou em torno de R$ 1.531,28 e o de demissão foi de R$ 1.729,51.

Segundo Dalcomo, na retomada da economia depois de um período de recessão, primeiro há um aumento da informalidade, depois vem a contratação com carteira assinada e só então os salários passam a subir gradativamente.


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