É preciso um outro olhar para os ‘mais velhos’

27 de fevereiro de 2020

Escrito por: Equipe "O Amarelinho"
Susana Falchi CEO da HSD Consultoria em RH e criadora do PSIT, app que mapeia percepções para autodesenvolvimento dos colaboradores

A transição demográfica no Brasil, marcada pelo envelhecimento populacional, requer uma rápida mudança no ambiente corporativo. O País será o sexto colocado no ranking de pessoas idosas até 2025, quando deve alcançar 32 milhões com mais de 60 anos. Anos a mais de uma vida com maior lucidez, autonomia e possibilidade de realizar planos, além da disposição para consumo de bens e serviços é o que projeta a Economia da Longevidade como um dos mais importantes movimentos econômicos deste século. 

Pesquisa da HSD Consultoria em RH mostra que 30% dos líderes que estão nas organizações, atualmente, estarão fora do mercado de trabalho em 2025. E nas empresas, como na vida pública, não se formam novas lideranças suficientemente em curto espaço de tempo. Também não se criou a cultura entre diferentes gerações, que precisa ser disseminada para amenizar os impactos da transição demográfica. 

A maioria das empresas no Brasil ainda resiste a contratar pessoas com mais de 50 anos. Apenas algumas já desenvolvem atividades para absorver empregados nessa faixa etária, embora não pelo sistema convencional. O mais usual é por meio de empreendedores, autônomos ou a distância. Esse tipo de mão de obra aumenta no mundo  todo, porém exige contrapartida dos mais velhos, que precisam se requalificar, principalmente, no que se refere à tecnologia. 

Neste sentido, uma iniciativa interessante é o projeto de lei que cria o Regime Especial de Trabalho do Aposentado, proposto pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A ideia é empregar um público sênior, com isenção da contribuição previdenciária e do FGTS para o empregador, o que poderia incorporar ao mercado 1,8 milhão de aposentados nos próximos dez anos. 

Além da questão social, seria uma forma de dar significado à experiência e conhecimento acumulado desses profissionais, que podem contribuir com a qualificação da mão de obra juvenil, através de mentoria, deixando o seu legado para a organização, como já acontece em economias mais amadurecidas. 

 

 

Texto: Susana Falchi.

Compartilhe esta notícia nas redes sociais

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Publicidade ba

Mais conteúdos sobre

Outros conteúdos que você pode gostar