Comércio e Serviços criam 27 mil vagas no mês de abril

Kazuhiro Kurita

, Comportamento

Com a geração de 27.380 postos de trabalho, o emprego formal deu uma alavancada no mês de abril nos setores de Transporte, Serviços de Saúde e Supermercados. Foram criadas 3.537 vagas no varejo, 867 no atacado e 22.986 no setor de serviços. Esses dados compõem as pesquisas no Estado de São Paulo apuradas mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

 

Segundo Jaime Vasconcellos, o resultado positivo é reflexo dos setores de Transportes, Serviços de Saúde e Supermercados.

Segundo o assessor econômico da FecomercioSP, Jaime Vasconcellos, esse crescimento no número de vagas representa uma recuperação do mercado de trabalho após o recuo registrado no mês de março, principalmente no comércio varejista e no atacadista. “Isso demonstra que a Páscoa gerou um bom efeito sazonal, principalmente nos supermercados varejistas e de forma bastante difundida nas atividades atacadistas e nos serviços”, ressalta Vasconcellos.

De acordo com a entidade, apesar de abril ter fechado com saldo positivo, é importante lembrar que o desempenho no quadrimestre de 2019 foi aquém na comparação com igual período de 2018, em razão da queda de confiança do empresário diante do baixo crescimento da economia e da demora nas tramitações das reformas Tributária e da Previdência no Congresso.

Para o trimestre de maio a julho, a expectativa da FecomercioSP é de continuidade na geração de emprego com carteira assinada nos setores de Comércio e Serviços. Se esta trajetória for confirmada, a entidade espera que, no saldo acumulado de maio e junho, o varejo paulista gere cerca de quatro mil postos de trabalho, o atacado 1,8 mil e serviços cerca de 15 mil vagas formais. “Se isto ocorrer, teremos no primeiro semestre uma geração total de cerca de 96 mil empregos formais na soma dos setores de Varejo, Atacado e Serviços paulistas” avalia Vasconcelos. Porém, mesmo que os saldos sejam positivos, ainda não haverá a recuperação total das vagas perdidas em outros anos.


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