Mercado de trabalho: o que fazer após a faculdade?

Concluir a graduação em meio a uma pandemia será um cenário que diversos estudantes terão de enfrentar no Brasil. Se entrar no mercado de trabalho após a conclusão do curso já representa um desafio, concorrer com 12,9 milhões de pessoas que estão desempregadas pode ser ainda mais assustador. Especialistas preveem uma grande crise econômica mundial devido ao coronavírus e as previsões para o País não são das melhores.

A estudante Haila Flôr, 23 anos, está no último semestre do curso de Ciências Sociais na Universidade Federal Fluminense (UFF). Com formatura prevista para o meio do ano, a perspectiva é de estagnação. “Infelizmente a área das ciências sociais não é tratada com o devido prestígio. Quando se fala em cortes, é sempre uma das mais sucateadas. Eu e muitos colegas estávamos esperando pelo concurso da Seeduc esse ano, agora não sabemos mais quando será, nem quando teremos condições para lecionarmos. O corte de bolsas pela CNPQ é outro exemplo que mostra na prática o que estou falando”, relata. 

Já o também estudante Vitor Magno, 27 anos, que cursa Publicidade e Propaganda na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), visualiza um futuro mais otimista: “Apesar de saber que muitas coisas mudarão, eu acredito que o mercado de trabalho fluirá normalmente após essa pandemia, especialmente no ramo publicitário. Portanto, acredito que não irá afetar minha procura por emprego”, diz.

A professora de administração da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, Nayara Cardoso, admite que o cenário pode ser difícil, mas é preciso se reinventar e aproveitar todas as oportunidades. “Muitas empresas foram forçadas a entrar no mundo digital e estão precisando de profissionais capacitados para fazer esta transição do offline para o online”, explica.

 

Dicas para conseguir entrar no mercado de trabalho

 

Continue a aumentar seu conhecimento

Só porque você se formou não significa que o aprendizado deve parar por aí. Aproveite o tempo em casa para adquirir conhecimento e a experiência adicional que podem fazer a diferença em um cenário pós-coronavírus. Quando você aumenta seu conhecimento, também aumenta seu valor para potenciais empregadores. Além disso, demonstra seu comprometimento e capacidade de lidar com as adversidades.

 

Identifique suas habilidades

Liste as suas habilidades de empregabilidade. Resolução de problemas, adaptabilidade, capacidade de tomar decisões, liderança, espírito de equipe. Estes são apenas alguns exemplos do que os empregadores procuram, especialmente entre pessoas que não têm muita experiência de trabalho. 

 

Atenção nas redes sociais

Com grande parte dos processos seletivos sendo feitos online, mais do que nunca os recrutadores podem recorrer a pesquisas nas redes sociais para analisar e entender melhor quem você é. Verifique se a impressão virtual que está transmitindo é a que você gostaria que fosse. Você pode pensar em formas de impressionar online os recrutadores. Procure jeitos de criar conteúdo relevante para a sua área. Por exemplo, divulgar e falar sobre projetos que são voltados para a produção de equipamentos úteis durante a pandemia. Ou ainda estabelecer uma rede de apoio aos pequenos comerciantes e assim incentivar a compra na sua região. Todas essas atitudes contam e são bem vistas pelos empregadores em momentos como o que estamos passando.

 

Seguindo essas dicas, seus esforços não passarão despercebidos. Mas lembre-se de cuidar também das suas expectativas. Tenha em mente que esse é um momento difícil e que frustrações podem ocorrer. Portanto, use a oferta de emprego como fonte de inspiração para você definir o que quer para a sua vida profissional que se inicia.


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