Desemprego volta a crescer

Kazuhiro Kurita

, Empregos

O Brasil tinha 13,1 milhões de desocupados no trimestre englobando dezembro, janeiro e fevereiro, registrando um aumento de 892 mil pessoas em relação ao período anterior (setembro, outubro e novembro de 2018), segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

O crescimento do índice de desemprego no trimestre finalizado em fevereiro significa a entrada de 892 mil pessoas na população desocupada, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira, dia 29 de março.

O levantamento também registrou que a subutilização da força de trabalho ficou em 24,6%, totalizando 27,9 milhões de pessoas, a maior taxa desde 2012. Este grupo é composto por desocupados, os subocupados que trabalham menos de 40 horas semanais e os que querem trabalhar, mas não conseguem procurar emprego por vários motivos.

Para Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, apesar da desocupação ter voltado a subir, ela não é a maior da série iniciada em 2012. Neste mesmo trimestre, a maior foi de 2017, com 13,2%. O crescimento já era esperado por especialistas, pois é um aumento que costuma acontecer no início do ano.

Cimar Azeredo diz que a perda na Administração Pública se deu principalmente na Educação - Foto: Talita Muniz / Agência IBGE

Cimar Azeredo diz que a perda na Administração Pública se deu principalmente na Educação – Foto: Talita Muniz / Agência IBGE

Por outro lado, por causa do desemprego ter chegado em um nível tão alto, cresceu também o número de pessoas desalentadas, que não veem condições de procurar uma vaga de trabalho. Azeredo cita que o número de desalentados chegou a 4,9 milhões, um aumento de 275 mil novos trabalhadores neste grupo em relação ao mesmo trimestre de 2018. “A população ocupada teve uma queda de 1,06 milhão de pessoas, sendo 1,02 milhão somente de empregados. No setor privado, tivemos uma perda de 496 mil ocupados, enquanto no setor público foram 453 mil a menos”, informa. É um processo que afeta muito o trabalhador sem carteira assinada, principalmente na Construção e Indústria.

Caged

Com dados mais restritos porque apresenta dados somente com registro em carteira, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) anotou 173.139 novos empregos formais em fevereiro. É o terceiro ano seguido de saldos positivos e crescentes, alcançando 1,51% em relação ao mesmo período de 2017 e mais que o dobro em relação a 2018, quando foram gerados 51.188 postos.

O resultado é consequência de da maior geração de empregos nos setores da Indústria de Transformação e Construção Civil, que vinham mostrando um crescimento mais


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