Mais vagas no começo do ano

Kazuhiro Kurita

, Empregos

Pesquisa da DNA Outplacement indica que os dois primeiros meses são decisivos para os trabalhadores que estão à procura de uma vaga de emprego.

Todos os anos, o histórico do jornal o Amarelinho registra que as primeiras semanas de janeiro são as mais propícias para se conseguir uma vaga de trabalho. É durante este período que a publicação tem saído nas bancas com a maior média de classificados de emprego, mesmo nos últimos anos marcados pela crise econômica e alto índice de desocupação.

Esta tendência foi confirmada por uma pesquisa da DNA Outplacement, divulgada nesta semana, mostrando que realmente os dois primeiros meses do ano são decisivos para quem está em busca de novas oportunidades ou recolocação profissional. Janeiro e fevereiro são os meses em que o RH trabalha bastante. É um momento propício para contratações robustas, uma vez que a maioria das companhias já fez o balanço anual, está com o orçamento definido e pode começar as atividades relacionadas ao quadro de funcionários”, explica o diretor regional da DNA, Hugo Liguori.

Para o ano que vem, as expectativas são otimistas. Um estudo divulgado recentemente pela consultoria Deloitte, com base em 826 empresas, também aponta para um período de vacas gordas. O levantamento indica que 80% do empresariado brasileiro colocou a contratação como uma prioridade em 2019.

Segundo a pesquisa, 47% dizem que pretendem aumentar o número de colaboradores e 46% querem manter o quadro de funcionários como está. Apenas 7% preveem redução devido à implementação de inovações tecnológicas e/ou busca por trabalhadores mais qualificados. “Quem procura uma recolocação profissional também encontra mais portas abertas e, para conseguir voltar a trabalhar, é importante que invista em marketing pessoal e saiba vender bem o seu peixe”, ressalta Liguori.

A Manpower Group também divulgou a “Pesquisa de Expectativa de Emprego” para o primeiro semestre de 2019 nesta semana. Segundo o levantamento, as intenções de contratação permaneceram relativamente estáveis, mas subiram 2% em comparação ao igual período do ano anterior, resultando na expectativa mais forte dos últimos quatro anos. Os empregadores de todas as categorias empresariais estimam um aumento de vagas no primeiro trimestre de 2019, com destaque para as de grande porte que preveem uma expectativa líquida de emprego de 18% em todo o País. No Estado de São Paulo, os empregadores relatam uma expectativa mais cautelosa, porém otimista, com aumento de 9%, enquanto os da Capital ficam em 6%.

Devido ao grande número de desempregados, quase 13 milhões de brasileiros, a concorrência promete ser grande no começo do ano, período em que a maioria das pessoas deixa para começar a colocar em prática seu planos e objetivos, incluindo a busca por vagas de trabalho. Também nas empresas, as festas e o recesso de final do

ano fazem com que as coisas voltem ao normal somente em janeiro. Por isso, é natural que as corporações deixem para começar a divulgar as vagas e iniciar os processos seletivos nesta época.

Segundo Renato Trindade, gerente da Page Personnel, é comum as empresas fazerem mais contratações no início do ano, mas elas acontecem o ano inteiro, pois cada companhia tem seu ritmo próprio. “Projetos, mudança internas, busca por novos parceiros e demandas específicas, entre outros fatores, podem alterar os planos preestabelecidos”, explica, acrescentando que, com a implementação de novas ferramentas on-line de recrutamento e seleção, o mercado de trabalho não tem mais uma agenda rígida de períodos de contratação.

Trindade adianta que a expectativa é promissora para 2019. “Este ano foi de transformação digital e o setor de inovação liderou com folga as contratações, mas em 2019 os setores tradicionais voltarão a ter força, como, por exemplo, bancos, seguros, RH e as áreas de finanças. Tecnologia da informação continuará em alta, assim como os segmentos de cuidados com a Saúde, dentro da indústria farmacêutica e de bens de consumo, que retomaram sua vitalidade depois de um período de crise”, finaliza.


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