A pressão para conseguir trabalho, pagar contas e voltar ao mercado tem levado muitos brasileiros a exagerar ou até inventar informações no currículo. Mas quem mente em entrevistas de emprego pode ter problemas sérios, inclusive em vagas operacionais, nas quais a checagem de dados está cada vez mais comum.
Uma pesquisa da HireRight, feita em parceria com a YouGov, mostrou que um em cada três candidatos mente em entrevistas de emprego. O levantamento ouviu empresas de grande porte e revelou que muitas organizações encontraram informações falsas sobre experiência profissional, formação e até identidade dos trabalhadores.
Para quem busca recolocação, principalmente em áreas como Atendimento, Logística, Produção, Limpeza, Comércio e Serviços, a recomendação dos recrutadores é clara: sinceridade continua sendo o melhor caminho.
Mentiras mais comuns em entrevistas de emprego
Segundo especialistas em recrutamento, quem mente em entrevistas de emprego costuma contar algumas informações de forma exagerada ou incorreta nos processos seletivos. Entre elas estão tempo de experiência, conhecimento em sistemas, nível de escolaridade e domínio de ferramentas digitais.
Em vagas operacionais, também é comum candidatos afirmarem que possuem disponibilidade total de horário ou experiência em determinada função apenas para aumentar as chances de contratação.
O problema é que muitas empresas verificam referências profissionais, fazem testes práticos ou pedem documentos antes da contratação. Quando a mentira é descoberta, o candidato pode perder a vaga imediatamente.
A pesquisa ainda aponta que 37% das empresas brasileiras identificaram fraudes de identidade no último ano. Em parte dos casos, a descoberta aconteceu somente depois da contratação.
Inteligência artificial também mudou os processos seletivos
O estudo mostra que a inteligência artificial (IA) passou a ser usada tanto pelas empresas quanto pelos candidatos. Enquanto recrutadores a utilizam para triagem de currículos, algumas pessoas recorrem à tecnologia para criar experiências profissionais falsas ou alterar documentos.
Mesmo assim, especialistas alertam que tentar “enganar o sistema” pode prejudicar ainda mais quem procura emprego.
“A fraude de identidade está se tornando mais sofisticada”, afirmou Gustavo Sengés, country manager da HireRight no Brasil. Segundo ele, a verificação criteriosa dos candidatos se tornou parte importante da contratação nas empresas.
O que fazer se você não tiver experiência?
Para muitos trabalhadores, principalmente quem está desempregado há muito tempo ou tenta mudar de área, surge o medo de não conseguir competir no mercado. Ainda assim, recrutadores afirmam que vale mais mostrar vontade de aprender do que inventar experiências.
Em vez de mentir em entrevistas de emprego, o candidato pode destacar cursos rápidos, trabalhos informais, bicos, atividades autônomas ou experiências do dia a dia que demonstrem responsabilidade e dedicação.
Frases simples e honestas costumam funcionar melhor. Dizer que está disposto a aprender, que já ajudou em atividades parecidas ou busca uma oportunidade para crescer profissionalmente pode transmitir mais confiança ao recrutador.
Mercado busca profissionais mais confiáveis
Com o aumento das fraudes, empresas passaram a valorizar ainda mais comportamento, responsabilidade e transparência durante os processos seletivos. Além da experiência, recrutadores observam postura, comunicação e coerência nas informações apresentadas.
Outro desafio citado pelas empresas é encontrar profissionais próximos ao local de trabalho e reduzir a alta rotatividade nas equipes. Por isso, candidatos que demonstram comprometimento acabam se destacando mesmo sem currículo perfeito.
No Amarelinho, trabalhadores encontram vagas atualizadas em diferentes áreas, além de oportunidades para quem busca o primeiro emprego, recolocação profissional ou mudança de carreira. Cadastre seu currículo e acompanhe novas oportunidades de contratação todos os dias.





