As contratações do primeiro trimestre costumam concentrar decisões estratégicas importantes dentro das empresas. De acordo com a Pesquisa de Expectativa de Emprego Q1 2026, do ManpowerGroup, 68% das empresas brasileiras pretendem contratar no início do ano, um dado que mostra aquecimento no mercado, mas também maior seletividade.
Com a retomada do ritmo corporativo após o recesso, o período deixa de ser apenas uma fase de reposição de vagas e passa a ser um momento de estruturação de equipes que vão sustentar os objetivos do ano inteiro.
Alinhamento estratégico pesa mais do que nunca
Segundo Mariana Lopes, gerente-executiva do Movimento Tech 2030, o começo do ano reúne decisões que impactam diretamente o planejamento das empresas.
“Com a retomada oficial do ritmo corporativo após o recesso de fim de ano, o primeiro trimestre concentra boa parte das decisões estratégicas de contratação. Por isso mesmo, os processos seletivos desse período seguem critérios bem objetivos”, afirma.
Diferentemente de contratações emergenciais, as vagas abertas nessa fase costumam estar conectadas ao crescimento do negócio. Demonstrar entendimento sobre a área, conhecer o momento da empresa e mostrar como pode contribuir de forma prática são diferenciais que colocam o candidato à frente dos concorrentes.
Capacidade de adaptação e impacto rápido
Outro ponto decisivo nas contratações do primeiro trimestre é a adaptação. Mudanças internas, novos projetos e ajustes de rota são comuns no início do ano. Por isso, profissionais com histórico de aprendizado contínuo e flexibilidade ganham destaque.
Empresas valorizam quem consegue assumir responsabilidades desde os primeiros meses e gerar resultados em curto prazo. A postura diante de desafios conta tanto quanto a experiência técnica.
Soft skills e domínio tecnológico ganham espaço
Além da experiência formal, habilidades comportamentais vêm sendo cada vez mais observadas. Dessa forma, pensamento analítico, resiliência, agilidade e flexibilidade aparecem entre as competências mais buscadas.
Jéssica Monteiro, head de Projetos e Growth do Movtech, destaca que a tecnologia também passou a ser critério básico de avaliação. “Não é apenas saber programar ou dominar uma ferramenta: as empresas avaliam se o candidato acompanha tendências digitais e entende o impacto da tecnologia nos processos.”
Na prática, isso significa que o currículo, sozinho, já não garante vantagem. Clareza de objetivos, coerência na trajetória profissional e preparo durante a entrevista fazem diferença. Por outro lado, improvisos e respostas vagas tendem a ter menos espaço em um período tão estratégico.
“O primeiro trimestre não é apenas sobre preencher vagas, mas sobre formar times capazes de sustentar o negócio ao longo de todo o ano”, conclui Jéssica.
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