Jovens preferem CLT, mas querem flexibilidade no setor industrial, indica estudo

14 de setembro de 2026

Escrito por: Redação O Amarelinho

Os jovens no setor industrial continuam valorizando a segurança do emprego formal, mas esperam encontrar mais flexibilidade, propósito e equilíbrio no trabalho. É o que mostra um estudo da Fundação Toyota do Brasil, em parceria com a Teçá Impacto, sobre os desafios da empregabilidade na era da inteligência artificial.

Entre os estudantes de ensino técnico e superior ouvidos na pesquisa, 62% afirmaram que o trabalho ideal envolve uma vaga CLT em uma grande empresa. Por outro lado, apenas 12,7% escolheram o ambiente de fábrica ou indústria como preferência. O modelo remoto ou híbrido apareceu em primeiro lugar, com 55,7%.

O que os jovens esperam do setor industrial?

Os números mostram que a preferência pela carteira assinada não significa que os jovens estejam dispostos a abrir mão de outros aspectos da vida profissional. Embora 44,9% considerem estabilidade e segurança importantes, o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho foi apontado por 57% dos participantes.

Além disso, propósito e aprendizado contínuo aparecem entre as principais prioridades, com 53,8% e 52,5%, respectivamente.

Nesse cenário, o setor industrial enfrenta o desafio de aproximar seus modelos de trabalho das expectativas das novas gerações. Para a Fundação Toyota, modernizar os ambientes de trabalho e colocar o bem-estar dos profissionais em destaque pode ajudar a tornar a indústria mais atrativa.

IA também muda as portas de entrada no mercado

A transformação tecnológica acrescenta outro obstáculo para quem está começando a carreira. Segundo o levantamento, funções administrativas, que tradicionalmente funcionam como porta de entrada para jovens aprendizes, tendem a diminuir com o avanço da inteligência artificial.

Ao mesmo tempo, 47,5% dos jovens apontaram a falta de experiência como a principal dificuldade para conseguir um bom emprego.

Por isso, a expansão da tecnologia precisa vir acompanhada de novas possibilidades de formação e entrada no mercado. Afinal, se algumas funções deixam de existir, é necessário criar caminhos para que os jovens desenvolvam as competências exigidas pelas novas ocupações.

Indústria precisa acompanhar as novas expectativas

O estudo combinou dados nacionais e internacionais, entrevistas com estudantes de instituições de ensino técnico e superior, grupos de discussão com alunos do SENAI e 24 entrevistas com especialistas.

Dessa forma, o levantamento mostra que atrair jovens para o setor industrial não depende apenas de oferecer uma vaga CLT. As novas gerações também procuram ambientes que permitam conciliar trabalho e vida pessoal, aprender continuamente e encontrar sentido na atividade profissional.

Para quem busca o primeiro emprego, estágio ou uma oportunidade de desenvolvimento, acompanhar essas transformações pode ajudar a identificar áreas com maior potencial de crescimento. O Amarelinho reúne vagas de diferentes setores e níveis de experiência, facilitando a busca por oportunidades compatíveis com o momento profissional de cada trabalhador.

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