Salário bruto ou salário líquido? Muitos profissionais registrados via Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) se surpreendem com o dinheiro que cai na conta ao fim do mês trabalhado e podem confundir quais são os valores exatos que devem contar para se organizar financeiramente.
Inclusive, nos contratos de trabalho firmados com os profissionais, consta o salário bruto, o que pode contribuir ainda mais para a confusão no momento de observar a conta bancária e organizar as despesas mensais.
Qual é a diferença?
O salário bruto corresponde ao valor acordado entre empresa e trabalhador no momento da contratação, antes da aplicação dos descontos. É essa remuneração que aparece registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e que serve como base para o cálculo de encargos obrigatórios, como INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), além de benefícios como FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), férias e 13º salário.
Também chamado de salário-base ou nominal, o salário bruto representa a referência oficial da remuneração do empregado. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o empregador deve registrar esse valor na CTPS em até cinco dias úteis após a admissão. O procedimento é importante para garantir transparência na relação de trabalho e assegurar os direitos trabalhistas do profissional.
Por outro lado, o salário líquido corresponde ao pagamento mensal do salário bruto após a aplicação de todos os descontos previstos pela CLT. Em resumo, é o valor final que cai na conta do empregado no fim do mês, que é menor do que o montante bruto previsto em contrato.
- Salário bruto: valor acordado em contrato, sem descontos.
- Salário líquido: salário bruto descontando INSS, IRRF e outros, como vale-transporte.
Quais são os descontos aplicados ao salário bruto?
- INSS (Instituto Nacional do Seguro Social): contribuição obrigatória para a Previdência Social.
- IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte): desconto obrigatório aplicado conforme a faixa salarial.
- Vale-transporte (se tiver): pode descontar até 6% do salário bruto.
- Vale-refeição ou alimentação: algumas empresas fazem coparticipação do benefício.
- Plano de saúde: desconto referente à adesão do funcionário e de dependentes. Varia de acordo com o que é estabelecido com o empregador.
- Plano odontológico: valor cobrado pela utilização do benefício. Também varia de acordo com o que é estabelecido com o empregador.
- Pensão alimentícia: desconto determinado por decisão judicial.
- Contribuição sindical: cobrada apenas mediante autorização do trabalhador.
- Coparticipações em benefícios: despesas compartilhadas em convênios e serviços oferecidos pela empresa.
Nos pagamentos de férias e 13º salário, desconta-se também valores do INSS e do IRRF. Para o pagamento das férias, ainda há adicional de um terço, aumentando o valor pago ao trabalhador.
Como saber o seu salário líquido
Em vez de realizar cálculos que envolvem porcentagens e descontos, um método mais acessível para trabalhadores saberem quanto terão na conta bancária ao final do mês é utilizar uma calculadora de salário líquido. Dessa forma, é possível entender o que será descontado e traz o valor final do pagamento para organizar as finanças.





