O Carnaval 2026 reforça uma tendência importante em São Paulo: a valorização do artesanato como fonte de renda. Por meio do programa SP Produz – Empreendedor Artesão, o governo estadual aposta na manualidade, na cultura popular e no empreendedorismo como caminhos reais de geração de trabalho e inclusão produtiva.
Um dos exemplos é o artesão Antônio Marcos da Silva, de Lençóis Paulista, na região de Bauru. Com cola de amido, papel e criatividade, ele transforma a técnica da papietagem em máscaras, bonecos gigantes, esculturas e adereços carnavalescos que misturam referências da cultura brasileira e paulistana.
Do fazer manual ao reconhecimento profissional
Reconhecido como mestre artesão pelo Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), Antônio destaca que iniciativas como o Empreendedor Artesão ajudam a mudar a forma como o artesanato é visto. “Quando o artesanato ganha espaço, finalmente nós somos valorizados”, afirma. Para ele, a iniciativa contribui para romper o estigma de que a arte popular tem menos valor econômico.
O SP Produz atua em diferentes frentes. Entre elas, a formalização dos artesãos, com emissão da Carteira do Artesão, orientação para abertura de negócios, capacitação técnica e empreendedora,
acesso a crédito facilitado e apoio à comercialização dos produtos.
Cultura, identidade e geração de renda
Nascido no Nordeste, em uma zona rural com poucos recursos, Antônio teve contato com a arte ainda na infância. Sem brinquedos industrializados, encontrou nos materiais simples uma forma de criar. “O papel vinha das feiras, das embalagens feitas de jornais e revistas. A gente fazia a cola natural de amido de milho e transformava isso em brinquedos e esculturas”, conta.
A mudança para São Paulo marcou um ponto de virada. “Aqui eu comecei a levar minha arte mais a sério. Minha técnica e meu repertório criativo foram aperfeiçoados”, explica. Aos 16 anos, ele passou a vender peças e, mesmo atuando em outras áreas ao longo da vida, o artesanato sempre foi uma fonte de sustento.
Artesanato como profissão e oportunidade
Dados do Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro mostram a força do setor. Só no estado de São Paulo, mais de 92 mil artesãos estão registrados. Sendo assim, movimentam bilhões na economia e mostrando que o artesanato como fonte de renda é uma realidade concreta.
Para Antônio, o valor vai além do financeiro. “Quando você compra artesanato, você compra um afeto. É um encontro entre quem cria e quem leva a peça”, afirma. Além da produção, ele também ministra oficinas, ampliando o acesso ao conhecimento artesanal.
Onde buscar capacitação em artesanato e economia criativa em São Paulo
Em São Paulo, artesãos e interessados em transformar a manualidade em renda encontram diversas opções de capacitação. Programas como o SP Produz – Empreendedor Artesão oferecem cursos, oficinas e orientação empreendedora em diferentes regiões do estado.
Além disso, o Sebrae-SP disponibiliza formações gratuitas e online em gestão, precificação e vendas, enquanto Fatecs, Etecs e centros culturais promovem oficinas voltadas à economia criativa. Essas iniciativas ajudam quem deseja se profissionalizar, ampliar repertório técnico e encontrar novas oportunidades de geração de renda por meio do artesanato.
O Amarelinho acompanha histórias que mostram como cultura, trabalho e qualificação caminham juntas. Em nossa plataforma, você encontra vagas, conteúdos sobre profissões, cursos acessíveis e caminhos para gerar renda. Cadastre seu currículo, acompanhe as oportunidades e fique por dentro de iniciativas que valorizam o trabalho manual e o empreendedorismo.





