Educadora indica o que fazer com o dinheiro do FGTS

Pagamento de dívidas com alta taxa de juros deve ser prioridade. Investir no Tesouro Direto também é uma boa opção

Mais dinheiro à vista para trabalhadores que estavam com saldo na conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em 31 de dezembro do ano passado. A Caixa Econômica Federal anunciou que seu lucro líquido foi de R$ 12,2 bilhões em 2018 e, conforme determinou a Medida Provisória (MP) 889, ele deve ser dividido integralmente com todos os que têm conta vinculada. O reajuste será de 6,18% sobre os recursos existentes. 
A mesma MP já havia liberado a possibilidade de saques de até R$ 500,00 dos recursos do FGTS, entre setembro deste ano e março de 2020, para contas ativas e inativas, além dos saques anuais, com percentuais variáveis, de acordo com o saldo do trabalhador, a partir do próximo ano.
Diante dessas novidades, é preciso estar atento para fazer bom uso desse dinheiro, de acordo com a terapeuta  e educadora financeira, Aline Soaper. 
Para ela, o pagamento de dívidas em modalidades com alta de juros deve ser priorizado, como as relacionadas ao cartão de crédito e cheque especial. Mas faz um adendo: é preciso tentar renegociá-las. “Muitas vezes, o valor cobrado do inadimplente é exorbitante, por conta das multas por atraso. Com dinheiro na mão, o consumidor tem maior poder de barganha”, opina.
Investimentos
Já para quem não faz parte dos mais de 63 milhões de brasileiros que estão endividados, investir o dinheiro é interessante, mas para aplicações que oferecem uma maior rentabilidade em longo prazo, como o Tesouro Direto. “O brasileiro está acostumado a modalidades mais conservadoras, como a poupança e o CDB, mas com a distribuição de 100% dos lucros obtidos pelo FGTS aos trabalhadores, elas deixam de ser atrativas”, orienta.
Zerar uma dívida ou investir em uma modalidade que permite alta rentabilidade seria o “melhor dos mundos”, mas a experiência de Aline leva a crer que, no entanto, os recursos que vierem a ser retirados do fundo servirão mesmo para o consumo, movimentando a economia, como quer o próprio governo. “O brasileiro, infelizmente, não tem o hábito de investir e deve usar esse dinheiro para comprar um produto ou serviço que vinha desejando há algum tempo”, acredita a educadora.
E se essa for a realidade, ela orienta ao menos para que seja um consumo consciente, com valor agregado, como a realização de um curso, uma viagem em família. “O que o trabalhador não deve é sair gastando este dinheiro, sem perceber que pode estar se endividando ainda mais”, finaliza.

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