Contratação de PcDs ainda registra resistência

Claudinei Nascimento

, Diversidade

Para especialista, a barreira atitudinal é um dos principais pontos a ser combatido nas organizações.

 

Em 24 de julho, a Lei de Cotas completou 28 anos. Apesar do período considerável de sua criação e de ter despertado empresas para a obrigatoriedade de recrutarem pessoas com deficiência, ainda há resistência no processo de contratação. Esta é a opinião da diretora de Recursos Humanos da Cognizant, Tatiana Porto. 

Para ela, há falta de conhecimento sobre o contexto em que pessoas com deficiência vivem e, por consequência, há gestores que ficam reticentes no momento de decidir pela contratação. Além disso, os canais para achar os profissionais com deficiência ainda são um entrave, tanto na procura dos candidatos pelas vagas e empresas quanto na busca dos recrutadores por eles. “Muitas pessoas com deficiência não se candidatam a uma vaga que não seja exclusiva para PcD, com receio de não serem chamadas ou sofrerem discriminação.” 

A diretora de Recursos Humanos da Cognizant, Tatiana Porto.

Tatiana acredita que, se não houver um olhar diferente para o universo dessas pessoas, permitindo a elas falarem como podemos apoiá-las nessa jornada, será difícil mudar a situação. “O respeito pelas pessoas com deficiência é um caminho longo, mas também um aprendizado mútuo e que resulta em um trabalho produtivo, com ótimo resultado financeiro para a organização”, acrescenta. 

 

Barreira atitudinal 

Embora a lei tenha propiciado maior acessibilidade em escritórios e fábricas, há, segundo Tatiana, a barreira atitudinal, que envolve comportamento e valores, e é mais complexa de se combater. Ciente dessa dificuldade, a Cognizant implantou oficialmente, em maio deste ano, o programa de inclusão e diversidade “Completely Cognizant“, que tem como um dos objetivos organizar iniciativas que estimulem o aumento no número de colaboradores com deficiência. “A transformação começa quando entendemos que a diversidade só é possível com a inclusão, e acreditamos que viver com o diverso, além de necessário para a sustentabilidade do negócio, é uma grande oportunidade de aprendizado para todos”, diz Tatiana. 

 


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