Trabalho deve ter propósito, sentido e significado

Claudinei Nascimento

, Comportamento

Para especialista, quando o profissional entende isso, desperta para a busca de oportunidades alinhadas ao seu perfil.

 

Rafael Rodrigues, psicoterapeuta e autor do livro “Pessoal e Profissional: a Distinção que a Vida não Faz”

Neste momento, cerca de 12 milhões de brasileiros querem encontrar um emprego que atenda as suas necessidades. Por outro lado, alguns estão pensando em fazer uma transição de carreira alinhada ao seu perfil profissional. 

E aí, surgem várias questões: manter-se empregado num cargo inadequado é melhor do que estar desempregado? Para pagar as contas, vale a pena buscar qualquer oportunidade, independentemente da área? 

Para Rafael Rodrigues, psicoterapeuta e autor do livro “Pessoal e Profissional: a Distinção que a Vida não Faz”, a resposta para estas perguntas passam por estabelecer uma estratégia para lidar com as mudanças da carreira e encontrar um propósito de vida, que inclua a parte profissional. “É preciso buscar um sentido (o que o guia, uma referência) e um significado (o que importa para a pessoa, para o trabalho, família e sociedade). Quando o profissional entende isto, ele consegue traçar um planejamento para fazer as mudanças e despertar para as oportunidades alinhadas ao seu perfil”, diz Rodrigues. 

O especialista lembra ainda que o mundo do trabalho é dinâmico. Quando se pensa em mudança, é importante observar para onde vai o mercado. Há alguns anos, ninguém imaginava que youtuber e jogador de videogame fariam parte da lista de novos profissionais”, exemplifica.  

Na prática, é preciso entender, entretanto, que fazer uma transição de carreira e estar desempregado são situações completamente distintas. Na primeira, em geral, o profissional tem recursos financeiros e, possivelmente, uma melhor estrutura familiar e emocional para lidar com as mudanças. “Por outro lado, é muito mais difícil falar em sentido e significado para quem está fora do mercado de trabalho, que precisa colocar comida em casa, pagar um aluguel”, observa o psicoterapeuta.

Porém, em ambos os casos, é necessário que os profissionais comecem a pensar sobre a forma pela qual se relacionam com o seu trabalho e, neste sentido, o especialista dá uma dica. “Ele deve ser prazeroso e não pode envolver sofrimento.” 


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