Eu quero crescer… e quem não quer?

Milena Oliveira

, Comportamento

Faz parte do meu trabalho entrevistar pessoas para os mais diferentes cargos e, quando pergunto a elas sobre o seu objetivo profissional, 90% afirmam que crescer está no topo da lista. Isso não é ruim, pelo contrário. Porém, o problema aparece quando questiono sobre o que isso significa para elas. E aí muitas não sabem o que responder. 

Kira Kimura Gerente de aquisição de talentos da Concentrix Brasil, companhia global especializada em outsourcing e em prestação de serviços

Para alcançar o tão almejado crescimento, temos que ter em mente que somos nós quem decidimos aprender, entregar mais e demonstrar comprometimento com o que queremos. Se a situação não é a mais positiva, a decisão de mudança também é nossa. Afinal, crescer significa estar pronto para se responsabilizar por nossos atos e suas consequências.

Mas o que deve ser avaliado para que essa transformação aconteça? Não existe uma receita simples, mas algumas mudanças podem ser cruciais para uma virada de carreira.  

O primeiro ponto é se perguntar: você entrega 101% dos seus objetivos ou se contenta em fazer apenas o que lhe foi incumbido? Pensar que você faz aquilo que é pago para fazer não fará com que o crescimento faça parte da sua rotina.   

Fique sempre atento às chances e às opções que a empresa lhe oferece. Veja se o contexto é realmente favorável para a sua carreira. Às vezes, é importante ter coragem para assumir que talvez a melhor opção seja olhar o mundo lá fora. 

O comportamento é outro ponto que deve ser levado em conta. A forma como você se compromete com os resultados e se relaciona com os colegas de trabalho pode ser um obstáculo na jornada rumo ao sucesso. Pense em como as sugestões dadas podem ser úteis, promova alianças estratégicas e fique atento a sua postura. Questione-se sobre o que é esperado de você e o que pode fazer para melhorar.   

Por fim, mantenha-se em desenvolvimento contínuo. Foque em sua evolução e em quais ações pode adotar para estar sempre atualizado. Nós podemos ter o pensamento de que a grama do vizinho está sempre mais verde do que a nossa ou, finalmente, enxergar que a nossa grama, assim como todas as outras, tem dias bons e dias ruins, mas que vale a pena lutar por ela e com ela. 

 

Texto:  Kira Mimura.


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