O corpo fala e pode ser decisivo na entrevista

Kazuhiro Kurita

, Comportamento

Alessandro Magalhães diz que atitudes positivas e vencedoras são importantes no processo seletivo.

A entrevista é a porta de entrada para um novo emprego e requer inteligência emocional, ou seja, a capacidade de administrar as emoções e usá-las em seu favor, além de construir relações saudáveis e fazer escolhas conscientes. Por isso, a linguagem corporal assume uma grande importância durante o processo seletivo.

O coach Alessandro Magalhães, especialista em Programação Neurolinguística (PNL), diz que a avaliação, em geral, é imparcial e, por este motivo, as expressões e o comportamento são os fatores que mais influenciam na hora da contratação. “Às vezes, a pessoa não tem tanto conhecimento técnico, mas pode ser bem-sucedida por causa das atitudes positivas e vencedoras, que contam mais do que o currículo”, aponta.

Além de pesquisar sobre a corporação e a vaga pretendida, escolher a roupa adequada, chegar com antecedência e ser autêntico, é importante saber gerenciar as próprias emoções. Sentir-se bem consigo e estar preparado emocionalmente são peças-chave para desenvolver um diálogo saudável com o recrutador. Identificar como ele se comunica pode também criar vínculos. “Procure, de maneira muito discreta, acompanhar os gestos do entrevistador. Se, por exemplo, ele estiver de pernas cruzadas, discretamente cruze as suas. Inconscientemente, ao espelhar o que ele faz, cria-se uma empatia maior”, garante o coach.

É importante manter a calma e controlar os gestos espontâneos durante a conversa com o recrutador. Gesticular em excesso pode ser um sinal de ansiedade ou demonstrar que está mentindo ou deixando de contar algo importante. É bom saber que o entrevistador não é um amigo com quem se tem intimidade. Assim, evite falar além do que foi perguntado, usar gírias e mantenha um certo distanciamento físico, para mostrar conduta profissional.

Não ter o conhecimento técnico exigido não exclui um candidato se ele mostrar que está disposto a agregar valores à empresa e que possui autonomia para desempenhar as funções do cargo. “A experiência profissional ainda é avaliada, mas cada vez mais o mercado busca pessoas positivas, ativas, com transformações de sua inteligência emocional, seguras de si, com capacidade de se relacionar e lidar com as decisões diárias”, afirma o coach. Por fim, é bom lembrar que, assim como a empresa analisa o candidato, ele também deve avaliar a vaga oferecida.


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