Habilidades sociais estão cada vez mais valorizadas

Claudinei Nascimento

, Carreira

Criatividade, influência positiva, colaboração, adaptabilidade e gestão de tempo são destacadas por professor de MBA.

A frase “Os candidatos são contratados por seu currículo e demitidos pelas suas atitudes” tem representado cada vez mais a realidade de um ambiente corporativo. Diante deste cenário, cresce a busca por profissionais capacitados tecnicamente, mas que também possuam habilidades comportamentais imprescindíveis para o crescimento das empresas.  

O professor de MBA da Fundação Dom Cabral, Uranio Bonoldi.

De acordo com Uranio Bonoldi, professor de cursos de MBA na Fundação Dom Cabral, essas habilidades têm sido chamadas de “soft skills” no meio corporativo e se definem como um conjunto de valores de cada indivíduo. “Ao contrário das competências técnicas, construídas ao longo da vida acadêmica e mais fáceis de serem adquiridas em virtude da facilidade de acesso às informações, as comportamentais envolvem a cultura e educação de cada um”, explica. 

Exatamente por estarem ligadas diretamente ao comportamento humano, essas características variam de pessoa para pessoa. Porém, para Uranio, o desenvolvimento de algumas delas é possível e primordial para quem quer alcançar êxito na carreira. “A mais desejada é a criatividade, importante para superar desafios e solucionar problemas”, diz. 

Outra habilidade em alta é o poder de exercer influência de maneira positiva. Para isso, é necessário entender o que o outro precisa, ter propriedade sobre determinado assunto, demonstrar confiança e passar credibilidade. Bonoldi destaca ainda a postura colaborativa, que contribui para a criação de um ambiente mais saudável e crescimento de todos os colaboradores. “Isso acontece quando o profissional tem a percepção do que acontece ao seu redor”, declara o professor.  

Adaptabilidade e gestão de tempo fecham o conjunto de competências destacadas por Bonoldi, que usa como exemplo a automatização. “Não adianta olhar para essa realidade de forma negativa, achando que vai perder o emprego. É preciso se adaptar a esta situação, na qual produtividade é palavra-chave. E quem administra bem o seu tempo consegue tornar o dia mais produtivo”, finaliza. 


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