Aprendizes procuram fazer curso superior

Kazuhiro Kurita

, Carreira

O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) apresentou um estudo apontando que quase metade (43%) dos aprendizes formados na instituição estão cursando o ensino superior. O levantamento também mostra que a maioria dos jovens (53%) continuam trabalhando depois do final do programa e recebem de um a dois salários mínimos mensais.

A pesquisa ouviu 1.809 jovens que terminaram o Programa Aprendiz Legal do CIEE nos anos 2016 e 2017 nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além do Estado de São Paulo. Destes, 82% afirmaram que ajudam financeiramente a família com 35% do salário.

Para Marcello Gallo, superintendente nacional de operações do CIEE, os números mostram que os aprendizes veem que quanto mais qualificação, maiores são chances de conseguir uma profissão. “Além de ser uma importante ferramenta no combate à evasão escolar, a aprendizagem oferece perspectivas a esses jovens, que geralmente são de camadas sociais mais vulneráveis”, diz.

Para 53% dos jovens, o crescimento profissional foi o grande benefício ao término do programa. Na avaliação dos ex-aprendizes, a principal mudança depois de concluir a aprendizagem inclui o crescimento pessoal e o acúmulo de mais experiência para o trabalho.

Segundo o superintendente geral do CIEE, Humberto Casagrande, esse tipo de formação profissional também traz vantagens para as empresas, do ponto de vista dos recursos humanos. “Como forma de recrutamento, o programa de aprendizagem tem foco na formação de novos profissionais de acordo com a cultura organizacional de cada empresa. Ao mesmo tempo, traz juventude e um novo olhar para as empresas”, conclui.


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