Saiba quais setores seguem contratando durante a crise

Não há como negar que a pandemia do coronavírus causou impacto em todos os setores da economia. Desde o início de maio, são mais dois milhões de desempregados, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Covid-19), divulgada pelo IBGE. Entre 14 e 20 junho, o número de desempregados era de 11,8 milhões de pessoas, bem superior aos 9,8 milhões do início de maio. Com isso, a taxa de desemprego subiu para 12,3%. Essa é uma das consequências diretas dos quase 8 milhões de empregos que desapareceram na crise da pandemia, ainda de acordo com o mesmo levantamento. 

 

O último Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre-FGV), do fim de março, já previa essa situação. “Paralelamente, a crise afetará de forma desproporcional as micro, pequenas e médias empresas, que terão maior dificuldade de lidar com a dramática queda esperada de receitas. Essas são também as empresas que mais empregam, inclusive muitos trabalhadores sem carteira. Muitos trabalhadores terão uma brutal redução de sua renda mensal. E muitos serão demitidos”, diz o relatório.

 

Embora a crise do coronavírus tenha tido um impacto negativo em muitos setores, outros estão se saindo melhor e continuam recrutando.

 

A companhia norte-americana especializada em marketing digital SEMRush, realizou pesquisa para analisar o comportamento online das populações e entender quais setores e empresas foram mais e menos afetados. “Muitas empresas foram impactadas negativamente, como o setor aéreo, que é o que mais sofre neste cenário. Mas o resultado das pesquisas mundiais na internet deixa claro que os serviços que ajudam no trabalho em casa e no entretenimento estão se destacando positivamente neste cenário”, relatou Maria Chizhikova Marques, coordenadora de mercado da empresa.

 

Setores que seguem recrutando

 

Os setores como saúde, tecnologia, comércio eletrônico e logística saem ganhando nesse momento. Uma das explicações é o aumento na demanda por mão de obra. Portanto, se apoiar nestes segmentos pode ser a chave para atravessar essa crise. “Os aplicativos de delivery, por exemplo, representam canais que facilitam com que as empresas entreguem seus produtos de novas formas. O aplicativo oferece a tecnologia, retirando essa barreira para o pequeno empresário. A meu ver, é algo que não é passageiro. Estamos falando de um novo contexto mercadológico. No momento em que há uma quebra de crenças e barreiras para usar o serviço, percebe-se o quanto são mais práticos”, explica Rubens Massa, professor do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV EAESP.

 

A realidade dessas áreas

Os especialistas acreditam que, para garantir um lugar no mercado de trabalho, o conhecimento de tecnologia e habilidades digitais, mesmo em um nível básico, será essencial. Isso porque o “novo normal” exige cada vez mais profissionais familiarizados com o setor. Empresas investindo no e-commerce, escolas passando a utilizar cada vez a educação a distância, e o home office são alguns exemplos disso. “Depois desta pandemia, todas as empresas em todos os ramos terão que ser mais ‘digitais’, para estarem preparadas para o que vem no futuro e para ganharem em eficiência econômica”, acrescenta Tiago Pawelski, gerente de General Affairs do Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia

 

Outro segmento que já vinha em ascensão e, de repente, foi elevado a outro patamar é o de produtos e serviços relacionados ao teletrabalho. “Uma área que cresceu muito é a de infraestrutura de home office. As pessoas buscam mobiliário, cadeiras mais ergométricas. Também tem um efeito sobre upgrade de planos de banda larga para trabalhar em casa, além de notebooks e tablets para as pessoas estarem online e acompanharem uma aula, por exemplo”, explica Paulo Renato Macedo, gerente de inovação do Sebrae. Consequentemente, o setor de logística também viu um aumento de empregos anunciados. 

 

De fato, a contenção incentivou as pessoas a fazer compras on-line, inclusive de alimentos. Além disso, vários comerciantes que até então relutavam em marcar presença no meio digital, decidiram oferecer seus produtos para entrega ou coleta na loja. Portanto, se você procura uma oportunidade de emprego, estude esses setores, faça cursos na área e não se esqueça de olhar as vagas disponíveis aqui no Amarelinho.


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