Número de trabalhadores que estão na informalidade não para de crescer no País

8 de outubro de 2019

Escrito por: Claudinei Nascimento

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) mostram que 41,4% da população brasileira ocupada se encontram nesta situação. 

 

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na sexta-feira, dia 27 de setembro, mostram que 41,4% da população ocupada de trabalhadores brasileiros estão na informalidade, a maior proporção desde 2016, quando o indicador passou a ser medido pela instituição, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

Esse recorde nos níveis de informalidade ajudam a explicar a queda na taxa de desocupação dos trabalhadores. Ela estava em 12,3% no trimestre finalizado em maio e passou a 11,8% no trimestre encerrado em agosto. Mesmo assim, ainda são 12,6 milhões de pessoas em busca de trabalho. 

Para se ter uma ideia da expansão da informalidade, 87,1% dos 684 mil trabalhadores que ingressaram no mercado por esta via. Fazem parte do grupo de informais os trabalhadores sem carteira assinada (empregados do setor privado e domésticos), os que não têm CNPJ (empregadores e trabalhadores por conta própria) e os sem remuneração (que auxiliam em trabalhos para a própria família). Desse contingente, os empregados sem carteira assinada são 11,8 milhões de pessoas e os por conta própria atingiram 24,3 milhões de trabalhadores no trimestre encerrado em agosto.  

 

Previdência e rendimento 

A pesquisa mostrou também que o Brasil conta com 93,6 milhões de pessoas ocupadas, porém apenas 62,4% deste contingente contribuiu para a previdência oficial no trimestre analisado, o que significa um movimento de queda que se apresenta desde o início do ano, de acordo com a analista da PNAD Contínua, Adriana Beringuy. 

Cimar Azeredo comentou os números da PNAD Contínua.

Já o diretor adjunto de Pesquisa do IBGE, Cimar Azeredo, lembrou que nesta época do ano a expectativa é de aumento expressivo da população ocupada, porém ele não foi suficiente para elevar o rendimento médio do trabalhador, que ficou em R$ 2.298, permanecendo estável em relação ao trimestre anterior. “Esse aumento não aconteceu exatamente porque o emprego gerado foi voltado para postos de trabalho na área informal”, explica Azeredo.   

A PNAD Contínua também destacou que o número de desalentados teve a primeira queda em pouco mais de cinco anos (houve um decréscimo de 3,9%), mas ainda reúne 4,7 milhões que desistiram de procurar trabalho. Já o número de subocupados por insuficiência de horas ( aqueles que trabalham menos de 40 horas semanais e gostariam de trabalhar mais) está em 7,2 milhões de pessoas, o que representou estabilidade em relação ao trimestre anterior. 

Compartilhe esta notícia nas redes sociais

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Publicidade ba

Mais conteúdos sobre

Outros conteúdos que você pode gostar

NO AMARELINHO VOCÊ CONSEGUE CONTATO DIRETO COM O EMPREGADOR.

Últimas Notícias