Pesquisa mostra que o número de devedores aumentou

Kazuhiro Kurita

, Empregos

Roque Pellizzaro Junior diz que é preciso disciplina para controlar o orçamento.

O Brasil encerrou abril com cerca de 62,6 milhões de pessoas negativadas. Este número representa 40% da população adulta brasileira. Por outro lado, o volume das dívidas teve uma queda de 1,23% no mês em comparação a igual período de 2018. A diminuição do valor das dívidas, em contraste com o avanço do número de devedores, resultou no recuo do número médio do saldo devedor.

Os dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelam que a inadimplência cresceu 2,0% em abril na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados por setor apontam que a maior parte das pendências está ligada aos bancos, que envolvem dívidas com cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e empréstimos. Em seguida aparecem os segmentos do comércio, de comunicações e de água e luz.

Segundo o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, embora o crescimento da inadimplência ainda permaneça, nota-se que o ritmo desse avanço é menor e acontece em paralelo com o crescimento do saldo de crédito, segundo dados do Banco Central. “Por muito tempo, o aumento da inadimplência foi reduzido pela restrição do crédito. Agora, a desaceleração acontece em um contexto de retomada das concessões, o que indica um cenário melhor para mercado do crédito”, diz.

A estimativa por faixa etária revela ainda que o maior índice de negativados está entre o público de 30 a 39 anos. Em abril, mais da metade da população nesta faixa etária tinha o nome inscrito em alguma lista de devedores, somando um total de 17,7 milhões. Também merece destaque o fato de parte significativa da população entre 40 e 49 anos estar negativada “É justamente nessa fase da vida em que a corrida ao crédito acaba sendo inevitável, pois muitos já constituíram família, possuem filhos e assumem mais compromissos financeiros. Em um momento de crise, pode ser difícil equilibrar o orçamento se não houver controle e disciplina”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.


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