Índice de desemprego volta a crescer no trimestre encerrado em janeiro

Kazuhiro Kurita

, Empregos

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) registrou 12,7% de desocupados durante o trimestre de novembro de 2018 a janeiro de 2019.

O desemprego atinge 12,7 milhões de trabalhadores depois de dois trimestres de queda, com taxa de desocupação de 12% no período de novembro de 2018 a janeiro de 2019, segundo a PNAD Contínua divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira, dia 27 de fevereiro. O aumento indica que 318 mil pessoas entraram na população desocupada, enquanto a taxa de subutilização subiu de 24,1% para 24,3%, com 27,5 milhões de trabalhadores nesta situação.

O aumento da taxa de desocupação já era esperado, com a entrada do mês de janeiro, quando as empresas dispensam grande parte dos contratados temporários. Segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, é um fenômeno previsível. “É algo sazonal, pois é comum o índice aumentar por causa também da diminuição da ocupação”, explica, acrescentando que este trimestre foi um pouco pior que os anteriores, quando houve estabilidade entre a população ocupada e desocupada.

O número de desalentados ficou estável em relação ao trimestre anterior, com 4,7 milhões de pessoas. Estão neste grupo aqueles que desistem de procurar emprego porque não conseguem uma colocação há muito tempo por falta de oportunidades. O contingente fora da força de trabalho subiu em 403 mil pessoas, somando 65,5 milhões de trabalhadores nesta condição. O índice de empregados no setor privado com carteira assinada ficou estável, com 32,9 milhões de pessoas. Por outro lado, a categoria por conta própria cresceu 1,2% e soma 23,9 milhões.

CAGED

Por outro lado, informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgadas na quinta-feira, dia 28 de fevereiro, pela Secretaria Especial da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, indicam que janeiro teve saldo positivo de 34.313 empregos formais. Isso significa que foi o segundo melhor desempenho do mês desde 2013.

O levantamento revela que houve crescimento em cinco dos oito setores econômicos. Os dados registram expansão no nível de emprego em Serviços, Indústria de Transformação, Construção Civil, Agropecuária e Extrativista Mineral. O segmento de Serviços foi o principal destaque na geração de emprego de janeiro, com um saldo de 43.449 postos de trabalho com carteira assinada. Este resultado foi impulsionado pelo subsetor do Comércio e Administração de Imóveis, Valores Mobiliários e Serviço Técnico, entre outros.


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