O reconhecimento oficial da profissão de trancista marca um novo momento para o setor da beleza afro no Brasil. Em São Paulo, políticas públicas vêm impulsionando a qualificação e a geração de renda, com destaque para os programas gratuitos da Prefeitura voltados à profissionalização de mulheres em vulnerabilidade social.
Programa Operação Trabalho: formação técnica para trancistas
Pelo Programa Operação Trabalho (POT), a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho oferece formação técnica para quem deseja atuar como trancista. As aulas combinam teoria e prática, com foco em técnicas de trança afro, cuidados com os fios e noções de empreendedorismo. O objetivo é transformar o aprendizado em fonte de renda e autonomia financeira. Para muitas participantes, a formação representa o primeiro passo rumo ao próprio negócio.
A trancista e professora Mônica Barros, que atua no POT, destaca a importância do reconhecimento da área. Segundo ela, “incentivar a formação de trancistas é abrir caminho para que mais mulheres se tornem empreendedoras e conquistem independência financeira”. Essa visão reflete o impacto crescente da profissão, que alia tradição cultural, estética e empoderamento econômico.
Cursos online gratuitos: qualificação pelo Portal Cate
Além do POT, o Portal Cate disponibiliza cursos gratuitos e tutoriais online voltados à técnica da trança afro. Os conteúdos incluem vídeos, materiais didáticos e orientações sobre como iniciar na área. Um dos destaques é o curso ministrado pela especialista Débora Amâncio, que compartilha sua trajetória e ensina o passo a passo da trança enraizada. “As tranças sempre fizeram parte da minha vida. Deixei meu emprego formal para me especializar e hoje vivo do que amo fazer”, conta.
Rede Teia: espaço gratuito para empreendedoras
Outro espaço que fortalece a atuação das trancistas é a rede Teia, mantida pela Ade Sampa. Os espaços funcionam como coworkings gratuitos e oferecem infraestrutura com internet, salas de reunião, oficinas e palestras voltadas ao empreendedorismo e à economia criativa. Dessa forma, quem participa também pode receber consultoria de analistas de negócios e apoio para se formalizar como Microempreendedor Individual (MEI), tornando a atividade de trancista mais sustentável e estruturada.
Impacto social e valorização da cultura afro-brasileira
O fortalecimento da profissão representa um avanço importante na valorização da cultura afro-brasileira e na inclusão produtiva de mulheres negras. As iniciativas de capacitação gratuitas, aliadas ao reconhecimento profissional, ajudam a combater o desemprego e a reduzir desigualdades sociais, oferecendo novas perspectivas de carreira.
Com o crescimento da demanda por serviços de beleza e estética afro, as trancistas passam a ocupar um espaço cada vez mais relevante na economia criativa da cidade. Portanto, essa movimentação demonstra como políticas públicas e capacitação podem abrir portas e transformar talentos em oportunidades reais de trabalho.
Como participar dos cursos para trancistas em SP
Para se inscrever nos cursos, basta acessar o Portal Cate, acompanhar as programações da rede Teia ou conferir as próximas turmas do Programa Operação Trabalho (POT) nas redes sociais da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (@spsmdet).
O reconhecimento da profissão é mais do que uma conquista individual. Sendo assim, é um passo coletivo rumo à igualdade de oportunidades e à valorização da identidade cultural afro-brasileira.
Quer trabalhar na área da beleza ou em outros setores?
O Amarelinho te ajuda a encontrar vagas, cadastrar o currículo e se preparar para novas oportunidades no mercado. Acompanhe nosso site e fique por dentro das próximas chances de emprego e qualificação profissional.





