As habilidades exigidas pelas empresas durante os processos de contratação estão mudando. Atualmente, 60% dos atributos mais valorizados são comportamentais, segundo pesquisa da PUCPR.
O levantamento ouviu mais de 7 mil pessoas, entre estudantes, ex-alunos e empresas parceiras. Os dados mostram uma mudança em relação ao período da pandemia.
Habilidades exigidas vão além do conhecimento técnico
Em 2021 e 2022, as competências técnicas tinham maior peso nas demandas das empresas. Naquele período, elas representavam 56% e 68% das exigências, respectivamente. Agora, as competências comportamentais ganharam espaço. Entre elas estão características relacionadas à adaptação, colaboração e capacidade de aprender continuamente.
Nesse cenário, ter conhecimento técnico continua sendo importante. No entanto, as empresas também procuram profissionais capazes de lidar com mudanças e trabalhar em equipe.
Segundo Luciana Mariano, coordenadora do PUCPR Carreiras, o mercado passou a valorizar profissionais preparados para contextos mais dinâmicos: “Hoje, as empresas querem profissionais capazes de aprender com regularidade e atuar de forma colaborativa”, explica.
Aprender continuamente pode fazer diferença
A pesquisa também aponta o desenvolvimento contínuo como um dos atributos valorizados pelas organizações. Portanto, a formação profissional não precisa terminar após a conclusão de uma formação. Cursos livres, especializações e experiências práticas podem ajudar a ampliar conhecimentos ao longo da carreira.
Além disso, manter-se atualizado permite acompanhar mudanças nas funções e ferramentas utilizadas em diferentes áreas. Sendo assim, quem está procurando emprego pode considerar tanto a formação técnica quanto o desenvolvimento de habilidades comportamentais.
Experiência prática ajuda a desenvolver competências
As experiências práticas também aparecem como parte importante da preparação profissional. Nesse sentido, o estágio pode aproximar estudantes da rotina das empresas.
Durante essa experiência, o estudante precisa lidar com prazos, colegas, gestores e diferentes situações do ambiente corporativo. Assim, pode desenvolver habilidades que dificilmente são trabalhadas apenas em sala de aula.
O levantamento também destaca o conceito de “estagiabilidade”. A ideia considera a capacidade de aproveitar experiências práticas para desenvolver competências técnicas e comportamentais.
Atualmente, mais de 70% dos estudantes da instituição já estão inseridos no mercado de trabalho. Entre aqueles que estão nos períodos finais da graduação, cerca de 90% atuam em atividades relacionadas à formação.
O que isso significa para quem procura emprego?
As habilidades exigidas nos processos seletivos podem variar conforme a função e o perfil de cada empresa. Ainda assim, o levantamento mostra que características comportamentais ganharam espaço nas contratações.
Para o trabalhador, isso reforça a importância de apresentar não apenas sua experiência. Também vale mostrar situações em que precisou resolver problemas, trabalhar em equipe, aprender algo novo ou se adaptar. Afinal, essas experiências podem ajudar o recrutador a entender como o candidato atua diante dos desafios da rotina profissional.
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