Com uma longevidade maior e com as taxas de natalidade em queda, a população brasileira está passando por um rápido processo de envelhecimento. Dados recentes, como o do último Censo, realizado em 2022 pelo IBGE, indicam que os idosos com 65 anos ou mais somam quase 11% da população, um crescimento de mais de 57% em 12 anos.
O mesmo IBGE estima que, até o ano de 2070, serão três idosos com mais de 60 anos para cada habitante de até 14 anos, e os idosos com mais de 80 anos somarão mais de 10% da população. Embora seja uma notícia animadora, afinal, as pessoas viverão mais, algumas estruturas precisam passar por uma grande reestruturação.
Pressão sobre o INSS
É o caso do sistema previdenciário, por exemplo. Com menos pessoas economicamente ativas contribuindo com o sistema e, por outro lado, mais pessoas dependentes utilizando seus recursos, a tendência é que essa conta não feche, e isso coloca mais pressão para a proposição de novas reformas da Previdência.
Com menos pessoas nascendo e com uma população cada vez mais velha, a tendência é também de uma redução na força de trabalho. Trabalhos que demandam um perfil mais jovem podem ficar sem ter mão de obra. Contudo, especialistas dizem que este é um problema para quase 20 ou 30 anos e que, até lá, o próprio desemprego estrutural absorverá essa demanda.
Rompendo as barreiras culturais
A tecnologia pode vir a ter um papel importante no sentido de substituir alguns trabalhos. Porém ela também não contribui com o sistema previdenciário. Nesse sentido, é preciso buscar alternativas que garantam algum tipo de renda para a pessoa idosa.
Para alguns, uma dessas alternativas é buscar o diálogo com empresas para que elas aumentem a diversidade etária em seus quadros e vençam os preconceitos etários. Desta forma, o idoso ainda disposto a trabalhar pode continuar desempenhando tarefas, com o bônus de possuir mais experiência e conhecimentos adquiridos.
Programas que incentivem a saúde na terceira idade podem ter um papel fundamental na promoção de uma vida mais produtiva para quem tem mais de 60 anos. Através do Sistema Único de Saúde, seria possível articular ações que reforcem bons hábitos, como alimentação saudável e prática de exercícios físicos, aumentando a capacitação para o trabalho.
Buscando auxílio qualificado
No mais, é importante que a população que está ativa hoje, seja ela jovem ou não, se prepare de alguma forma para a terceira idade e para a aposentadoria. Isso inclui fazer cálculos, guardar dinheiro e até mesmo buscar uma renda extra ou então uma previdência complementar para garantir uma aposentadoria financeiramente mais tranquila.
Conhecer os próprios direitos é também algo fundamental. Por isso, é sempre importante consultar um advogado previdenciário para ajudar no cálculo do tempo e entender qual é a forma de aposentadoria mais vantajosa. Com tantas regras e mudanças constantes, é normal que o trabalhador se confunda. Por isso, sua ajuda é valiosa.





