OMS classifica vício em videogame como doença

Redação O Amarelinho

, Comportamento

A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou a sua Classificação Internacional de Doenças (CID) e, pela primeira vez, o vício em videogames foi incluído como perturbação mental, ou seja, doença caracterizada pela impulsividade e perda de autocontrole pelo jogo.

O documento também passou a incluir condições relacionadas à identidade de gênero no capítulo sobre saúde sexual – antes estavam relacionadas à saúde mental. A 11ª edição da CID será apresentada na Assembleia Mundial de Saúde, que será realizada em maio do ano que vem. Se aceitas pelos estados-membros, as mudanças deverão entrar em vigor 1º de janeiro de 2022.

Segundo a OMS, foram recebidas mais de 10 mil sugestões de profissionais de saúde de todo mundo para a formatação da nova classificação. Serão incluídos, ainda, um capítulo sobre medicina tradicional e outro sobre saúde sexual, considerando o tema relativo a transgêneros e o transtorno gerado pelos jogos de videogame. Neste último caso, o tema está entre as “desordens de dependência”.

Para o diagnóstico do vício em videogame, é necessário haver um comportamento extremo com consequências sobre as “atividades pessoais, familiares, sociais, educativas ou profissionais” e, “em princípio, manifestar-se claramente sobre um período de pelo menos 12 meses”.

A CID é um sistema criado para listar, sob um mesmo padrão, as principais enfermidades, problemas de saúde pública e transtornos que causam morte ou incapacitação de pessoas. A relação reúne mais de 55 mil códigos de doenças.


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